MENSAGEM DO PRESIDENTE DA ADoP

A dopagem no desporto é desde sempre um problema grave. Grave para a saúde e para a vida dos atletas, grave para a necessidade indispensável da verdade desportiva e grave para a fiabilidade e dignidade das instituições que tutelam esta área. É uma luta demonstrativa da vontade dos Estados em pugnarem pela verdade, em concreto, a verdade desportiva e pela justiça.

Portugal possui desde há cerca de duas décadas, um papel activo no combate por esta verdade desportiva e pela justiça que a mesma acarreta e de que é expressão de um verdadeiro Estado Soberano e digno.

O nosso país leva a cabo esforços relevantes e acrescidos, quer através dos órgãos governamentais, quer através do braço da Administração Pública e mais concretamente da ADoP, do seu Presidente e funcionários, com o escopo público e gratificante como espada afiada no combate ao doping e simultaneamente, como garante da preservação da vida e da integridade física dos atletas e dos cidadãos e por fim, de uma sociedade condigna com os valores estruturantes de humanidade, verdade e justiça.

A todos estes intervenientes e aos seus elevados esforços, devemos estar gratos e orgulhosos.

A implementação do novo (Código) Programa Mundial Antidopagem, sob a influência tutelar da Agência Mundial Antidopagem e com a ADoP como parceira distinta, vem trazer-nos mais responsabilidades e mais trabalho.

A partir da data prevista para a entrada em vigor da nova legislação antidopagem, mais concretamente, a partir de Janeiro de 2015, esperam-nos novos desafios e combates.
Não só internamente, mas também ocupando plano de relevo no panorama internacional, sobretudo no desenvolvimento destas políticas e na continuação do incremento de boas práticas desportivas e sanitárias.

A ADoP está imbuída do espirito de vontade e de missão para levar a cabo tais tarefas. E todos juntos, vamos conseguir!

Por vezes, surgem vozes críticas sobre a ética no desporto ou sobre a falta desta, bem como, sobre o combate ao doping.

Mas a ética apenas reflecte o caracter dos cidadãos de qualquer Estado. Seja ela avaliada no desporto, nos desportistas, nos dirigentes desportivos, nos magistrados, nos polícias ou em qualquer função.

Cabe a todos nós sermos éticos no desporto. Como cabe a todos nós, sermos éticos nas outras actividades da vida, sendo igualmente reprovável eticamente o comportamento do praticante que se dopa, como o comportamento do dirigente desportivo ou de alguém, que possa utilizar meios insidiosos e ilegais (ex.: obtenção de informação classificada) para condicionar ou conseguir obter os resultados que pretende. Sejam eles desportivos, jurídicos, administrativos ou políticos…

A eficácia e a eficiência no combate ao doping, usando sobretudo as balizas do novo Programa Mundial Antidopagem, vão certamente crescer. E vão crescer, mercê da consciencialização de todos nós:

Do nosso Portugal, do nosso Estado, da ADoP, dos praticantes, dos técnicos, dos médicos, dos enfermeiros, dos dirigentes, dos adeptos e de todos aqueles que cada vez mais pensarão que a cada dia que passa, mais importante é este combate e o alcance da vitória, porque esta é a vitória da vida, da sã integridade física, da verdade e da justiça. No fundo, a vitória da sociedade humana.

A ADoP, o seu Presidente e todos os seus órgãos e serviços, procurarão levar a cabo esta missão, que é uma missão difícil e que necessitará da ajuda de todos vós…

Mas juntos, vamos conseguir!

A todos, bem hajam pela ajuda dada…

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