GRUPOS DE RISCO


A ADoP, cumprindo as diretrizes da Agência Mundial Antidopagem, distribuiu as diferentes modalidades desportivas que integram o Programa Nacional Antidopagem (PNA) por 4 grupos de risco (Extremo, Alto, Médio e Baixo), sendo o grupo de "Risco Extremo" aquele em que os números de controlo de dopagem são proporcionalmente mais elevados.


A distribuição das modalidades desportivas por grupos de risco é a seguinte:

Grupo Risco PT

  Grupos de Risco - Critérios

Para o posicionamento de uma modalidade desportiva num dos quatro grupos de risco são considerados os seguintes critérios:

a) As exigências físicas e outras do(s) desporto(s) relevante(s) e / ou disciplina(s) dentro do(s) desporto(s), considerando, em particular, os requisitos fisiológicos do(s) desporto(s) / disciplina(s) desportiva(s);

b) Os possíveis efeitos na melhoria do desempenho que a dopagem pode provocar nesse(s) desporto(s) / disciplina(s) desportiva(s);

c) As recompensas disponíveis nos diferentes níveis do(s) desporto(s) / disciplina(s) e / ou outros incentivos potenciais que pode levar um praticante desportivo a recorrer à dopagem;

d) Historial em termos de violações de normas antidopagem do(s) desporto(s) / disciplina(s) desportiva(s);

e) Pesquisa disponível sobre tendências de dopagem (por exemplo, revisão por pares, estudos e artigos);

f) Informação recebida / inteligência desenvolvida sobre possível práticas de dopagem no desporto;

g) Os resultados dos ciclos de planeamento de distribuição de teste anteriores.

Integram apenas o Programa Nacional Antidopagem as Federações Desportivas a que foi atribuído o estatuto de Utilidade Publica Desportiva.

Determinadas modalidades podem não integrar o Programa Nacional Antidopagem, e não serem portanto enquadradas num dos quatro grupos de risco, se forem verificados um ou vários dos seguintes critérios:

a) Envolvem atividade física diminuta ou inexistente;

b) Não tem atividade competitiva;

c) Não existe histórico de violações de normas antidopagem;

d) Não existe histórico de uso de substâncias proibidas.


Determinação do número mínimo de controlos de dopagem a realizar anualmente em cada modalidade

Para a definição do número mínimo de controlos de dopagem a efetuar anualmente no âmbito do Programa Nacional Antidopagem em cada modalidade, a ADoP aplica a seguinte equação:

N.º de Controlos = N.º praticantes desportivos juniores e seniores x Fator de ponderação + N.º mínimo de controlos

Final Tabela De Ponderação

 Requisição de Controlo de Dopagem

O envio atempado pelas Federações Desportivas da Requisição de Controlo de Dopagem, devidamente preenchido, é um elemento que contribui determinantemente para a eficiência e eficácia dos serviços de operacionalização que as Federações necessitam para interagir com a ADoP, facilitando a marcação e realização das ações de controlo de dopagem. Para tal, é necessário e indispensável que a requisição dos controlos nos seja enviada atempadamente, o mais tardar até 4 dias úteis antes da realização da ação de controlo de dopagem em causa, sendo no entanto preferível uma maior antecedência.